Melissa Benoist, que interpreta “Supergirl” na série, publicou na quarta-feira (27) um vídeo no qual fala sobre sua experiência como sobrevivente de violência doméstica.

“Eu aprendi o que é ser segurada e estapeada repetidamente, socada tão forte que eu perdia o fôlego, arrastada pelo cabelo no concreto, tomar cabeçadas, beliscada até minha pele se romper, jogada na parede tão forte que o gesso quebrava, enforcada”, diz ela.

A atriz conta que conheceu o abusador logo depois de terminar um relacionamento, quando não planejava entrar em outro. Melissa não dá o nome o dele, mas diz que é mais novo que ela. Ela foi casada com o ator Blake Jenner, de 27 anos. Atualmente é casada com o ator Chris Wood, de 31, que também está na série.

O abuso começou como manipulação emocional e seu parceiro estava sempre com ciúme, olhava seus aparelhos, ficava bravo quando ela falava com outros homens, pedia para que ela trocasse de roupa para não chamar atenção e ficava com raiva quando ela gravava cenas românticas.

“Ele não queria que eu beijasse ou gravasse cenas flertando com homens, o que era algo muito difícil para eu evitar. Então comecei a recusar testes, ofertas de trabalhos, acordos e amizades, porque não queria machucá-lo.”

A violência física começou depois de cinco meses. Quando ela se trancava em um quarto, ele arrombava a porta.

“No fundo, eu nunca acreditei que ele fosse mudar. Apenas me enganava a pensar que poderia ajudá-lo. Alguém tinha de ensinar a ele que esse comportamento não era correto, e quem melhor do que aquela em quem ele agia desse jeito?”

Ela diz que um momento decisivo foi quando ele atirou um celular em sua cara. O ataque quebrou seu nariz e rompeu sua íris, prejudicando para sempre a sua visão. Benoist mentiu para enfermeiras e para a polícia sobre a origem dos machucados, mas conseguiu coragem suficiente para contar a uma amiga.

“Me sentia mais segura a cada pessoa para quem eu me abria”, conta a atriz. Depois disso ela conseguiu terminar a relação.

Melissa termina o vídeo afirmando que sentiu necessidade de contar sua história porque violências domésticas são crimes muito pouco denunciados. “Quero que essas estatísticas mudem, e torço para que minha história previna mais histórias como essa”, afirma. “Se você está passando pelo que eu passei e assistir a isso, talvez você seja capaz de conseguir a força necessária.”


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